Aquilo foi um jogo de playoff em março, pura e simplesmente. O Golden State Warriors, perdendo por 10 pontos com seis minutos restantes, conseguiu uma vitória por 112-110 sobre o Denver Nuggets no NBA Hub. Stephen Curry acertou um arremesso de três pontos ridículo, com um step-back sobre Nikola Jokic, com 18 segundos restantes, colocando os Warriors em vantagem definitiva. Não foi bonito, de forma alguma, mas foi uma vitória que muda toda a atmosfera desta série para 2-1 Golden State.
Denver tinha este jogo no bolso. Lideravam por 90-80 no início do quarto período, parecendo prontos para assumir o controle do que se tornou uma corrida surpreendentemente apertada no Oeste. Jokic foi cirúrgico, acumulando 28 pontos, 13 rebotes e 10 assistências – mais um triplo-duplo que parecia quase rotineiro. Mas os Warriors, mesmo em uma noite em que seus arremessos nem sempre caíam, simplesmente se recusaram a desistir. Essa é uma característica deste grupo, mesmo com as novas caras.
A Magia de Curry, a Defesa de Green
Olha, quando o jogo aperta, você sabe quem vai aparecer para Golden State. Curry terminou com 35 pontos, incluindo 15 apenas no quarto período. Aqueles últimos minutos foram do Chef em sua melhor forma. Ele acertou alguns arremessos de pull-up, uma bandeja difícil no meio do tráfego, e então aquela facada de longe. Jamal Murray, que teve 22 pontos para os Nuggets, foi sólido, mas não conseguiu igualar o poder de fogo de Curry no final do jogo.
Mas sejamos realistas, o herói anônimo desta noite foi Draymond Green. Sua linha estatística – 8 pontos, 9 rebotes, 7 assistências – não conta a história completa. Green foi uma ameaça na defesa, particularmente nos últimos cinco minutos. Ele teve dois roubos de bola cruciais e desviou pelo menos três passes, interrompendo o fluxo ofensivo de Denver quando eles absolutamente precisavam fechar o jogo. Ele estava gritando, apontando, fazendo todas as coisas de Draymond que enlouquecem os adversários e energizam seus companheiros de equipe. Aquela sequência em que ele roubou a bola de Michael Porter Jr. e depois encontrou Klay Thompson para um arremesso de três pontos em transição? Esse foi o ponto de virada do momento, cortando a liderança para 105-104 com 2:30 restantes.
A questão é que os Nuggets ficaram muito confortáveis. Eles estavam com uma vantagem de dois dígitos e começaram a se contentar com arremessos de média distância contestados, em vez de executar seu ataque através de Jokic de forma eficaz. O técnico Mike Malone talvez queira rever esse filme. Você não pode deixar um time como os Warriors por perto, especialmente com Curry em quadra.
Ajustes Táticos e Oportunidades Perdidas
Steve Kerr fez um movimento inteligente no quarto período, jogando com uma formação baixa e colocando Kevon Looney de volta no banco em favor de mais defesa de perímetro. Isso permitiu que Golden State trocasse tudo e negasse aos Nuggets post-ups fáceis para Jokic, forçando-o a operar mais alto na quadra. Também acelerou o ritmo, o que definitivamente favoreceu os armadores veteranos dos Warriors.
Do outro lado, Malone manteve suas rotações por tempo demais. Aaron Gordon, que teve um primeiro tempo forte com 14 pontos, diminuiu significativamente no quarto período, marcando apenas 2 pontos. Malone poderia ter tentado envolvê-lo mais ou talvez usado uma abordagem defensiva diferente para conter Curry quando ele esquentou. Falando sério, deixar Curry chegar aos seus pontos repetidamente no momento decisivo é uma receita para o desastre, e Denver pagou o preço.
Acho que o maior erro dos Nuggets foi não atacar a cesta de forma mais agressiva nos minutos finais. Eles se contentaram com arremessos, e quando estes não caíram, permitiu que os Warriors saíssem em transição. Golden State prospera no caos, e Denver jogou exatamente como eles queriam. Os Warriors marcaram 10 pontos em contra-ataque apenas no quarto período, em comparação com apenas 2 para os Nuggets.
O Que Isso Significa para o Futuro
Para os Warriors, esta vitória é enorme. Dá-lhes uma vantagem de 2-1 na série da temporada contra um legítimo candidato ao título e, mais importante, um enorme impulso de confiança antes de uma difícil viagem. Eles mostraram que podem vencer feio, podem vencer quando estão perdendo e ainda têm o gene da decisão. Esta equipe, atualmente em quarto lugar na classificação da Conferência Oeste, parece uma ameaça real para fazer uma corrida profunda nos playoffs se conseguir manter essa intensidade defensiva.
Os Nuggets, agora com 38-20, ainda são um time de ponta, mas essa derrota dói. Ela expõe uma leve vulnerabilidade em sua capacidade de fechar jogos contra a elite da competição. Eles precisam aprender a despachar times quando têm uma vantagem significativa, especialmente contra um time com o pedigree de campeão de Golden State. Eles enfrentarão os Lakers em seguida, um time que sempre se esforça contra Denver, e precisarão superar essa decepção rapidamente.
Minha opinião um pouco controversa? Embora Jokic seja fenomenal, os Nuggets dependem demais dele para salvá-los nos momentos decisivos. Eles precisam de outra ameaça ofensiva consistente, alguém que possa criar seu próprio arremesso quando a jogada principal falha. Murray é bom, mas ele não é exatamente esse cara todas as noites.
Olhando para o Futuro: O Caminho Fica Mais Difícil
Os Warriors agora seguem para Dallas para enfrentar Luka Doncic e os Mavericks na sexta-feira, seguido por uma viagem a Houston. São dois confrontos difíceis, e eles precisarão levar essa intensidade defensiva com eles. Se conseguirem varrer essa viagem, solidificarão ainda mais sua posição no Oeste.
Denver, enquanto isso, recebe os Lakers na quinta-feira, um jogo que sempre tira o melhor de ambas as equipes. Depois, eles viajam para Phoenix para enfrentar Kevin Durant e os Suns. Este próximo trecho realmente testará a força mental dos Nuggets depois de deixar um jogo crucial escapar.
Previsão ousada: Os Warriors terminarão como o segundo colocado na Conferência Oeste, impulsionados por esse tipo de garra no final da temporada e um Klay Thompson ressurgente.
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