A Rotina da G League: Mais do que Apenas um Trampolim

nba two way contracts g league pipeline

⚡ Principais Pontos

">M
Tyler Brooks
Analista de Draft
📅 Última atualização: 2026-03-17
📖 6 min de leitura
👁️ 2.0K visualizações
Article hero image
Publicado em 15/03/2026 · 📖 4 min de leitura · 784 palavras

Lembra quando a G League, ou D-League como era, parecia um purgatório do basquete? Um lugar onde as carreiras iam para morrer, ou na melhor das hipóteses, para definhar. Não mais. A liga de desenvolvimento da NBA se tornou um campo de provas legítimo, um grande canal para talentos. Estamos vendo cada vez mais jogadores subirem na hierarquia, de contratos Exhibit 10 a contratos de duas vias e, finalmente, vagas de rotação completas na NBA. É um caminho árduo, mas as recompensas são claras: vagas no elenco e minutos reais.

É assim que geralmente acontece. Um contrato Exhibit 10 é essencialmente um convite para o training camp, muitas vezes com um bônus de até US$ 75.000 se o jogador for dispensado e assinar com a afiliada da G League da equipe. É de baixo risco para a equipe da NBA, e de alta recompensa para o jogador que tenta chamar a atenção. Se eles impressionarem, podem conseguir um contrato de duas vias, que lhes permite dividir o tempo entre o clube da NBA e sua afiliada da G League, ganhando uma parte proporcional do salário mínimo de um novato da NBA. Cada equipe pode ter dois desses contratos. O verdadeiro prêmio, porém, é um contrato padrão da NBA – uma convocação – e a chance de permanecer.

Vamos analisar alguns jogadores que deram esse salto, não apenas para uma breve aparição, mas para conquistar minutos legítimos de rotação na temporada 2025-26.

**Da Liga Menor ao Impacto Maior**

Primeiro, **Tyrese Martin**. O ex-ala de Georgia Tech, selecionado na 51ª escolha geral em 2022, passou a maior parte de seu ano de calouro com o Agua Caliente Clippers, com médias de 15,6 pontos e 4,9 rebotes em 28 jogos. Ele mostrou um potencial real, particularmente seu atletismo e arremesso em desenvolvimento. Em 2025-26, após uma forte pré-temporada com os Pistons, Martin começou 35 jogos por Detroit, com médias de 11,2 pontos e 4,1 rebotes, muitas vezes marcando o melhor jogador de perímetro do adversário. Ele arremessou 37,8% de três pontos em 4 tentativas por jogo, um salto enorme em relação aos seus 29,5% na G League.

Depois, há **Trevor Keels**. Uma escolha de segunda rodada pelos Knicks em 2022, Keels passou duas temporadas completas principalmente com o Westchester Knicks, com médias de 14,3 pontos e 4,8 assistências em 2023-24. Sua defesa sempre esteve lá, mas sua seleção de arremessos e eficiência precisavam de trabalho. Em 2025-26, depois de assinar um contrato padrão no verão anterior, Keels se tornou um importante defensor e armador secundário para o Toronto Raptors, jogando 22 minutos por noite em 68 jogos. Ele registrou 7,8 pontos, 3,2 assistências e arremessou respeitáveis 45,1% do campo, significativamente melhor do que seus 39,8% na G League.

Minha opinião ousada? Os Lakers *realmente* erraram ao deixar **Cole Swider** sair após seu contrato de duas vias em 2022-23. O arremessador de Syracuse foi elétrico na G League com o South Bay Lakers, acertando 42,1% de seus arremessos de três pontos em 8,5 tentativas por jogo em 2022-23, com média de 17,1 pontos. Ele teve minutos limitados na NBA naquela época. Avançando para 2025-26, Swider é um legítimo espaçador de quadra para o Orlando Magic, começando 15 jogos e aparecendo em 70. Ele teve média de 9,5 pontos em 20 minutos, acertando 2,5 arremessos de três pontos por jogo com 40,2% de aproveitamento. Sua capacidade de espaçar a quadra mudou completamente o fluxo ofensivo do Magic.

Não se esqueça de **Luka Garza**. Ele foi um monstro na faculdade em Iowa, mas depois lutou para encontrar um papel consistente na NBA, alternando entre Minnesota e sua afiliada da G League, o Iowa Wolves. Em 2023-24 com os Wolves, Garza registrou números impressionantes: 24,8 pontos e 10,5 rebotes em 30 jogos. Seu jogo de post era inegável. Em 2025-26, após assinar um contrato de vários anos com os Hornets, Garza se tornou seu principal pivô reserva, jogando 18 minutos por jogo em 72 aparições. Ele entregou 8,7 pontos e 5,3 rebotes, fornecendo pontuação interior consistente e esforço, algo que Charlotte precisava desesperadamente. Seu arremesso de lance livre de 79% também foi um grande trunfo para um pivô.

Por último, **Javon Freeman-Liberty**. Este armador não draftado de DePaul arrasou na G League em 2023-24 pelos Windy City Bulls, com médias de 20,3 pontos, 6,4 rebotes e 4,1 assistências. Ele era um pontuador e armador dinâmico. Após uma breve passagem pelos Raptors com um contrato de duas vias, ele assinou um contrato completo com os Grizzlies na offseason de 2024. Em 2025-26, Freeman-Liberty emergiu como um armador de alta energia e duas vias vindo do banco de Memphis. Ele jogou 25 minutos em 75 jogos, com médias de 12,1 pontos, 3,8 assistências e 1,5 roubos de bola. Seus 36,5% de aproveitamento de três pontos em 5 tentativas por jogo o tornaram uma ameaça real, provando que seus números na G League não foram um acaso.

A G League não é mais uma nota de rodapé. É onde as carreiras da NBA estão sendo forjadas. Veremos ainda mais histórias de sucesso da G League nas próximas temporadas. Minha previsão ousada: até 2027, pelo menos um MVP da G League fará a transição diretamente para uma seleção All-Star da NBA em dois anos.