March Madness está Morto, Viva o Caos de Março
Olha, acabamos de encerrar uma temporada de basquete universitário que pareceu diferente. Não no sentido de "o jogo está mudando", mas mais como "o que acabou de acontecer?". O Torneio da NCAA, a única coisa que todos nós marcamos no calendário, foi uma gloriosa bagunça. Vimos os cabeças de chave número 1 caírem como dominós, e um campeão que ninguém previu em novembro.
Pense nisso. Purdue, o cabeça de chave número 1 *geral*, caiu na primeira rodada para Fairleigh Dickinson, um time com uma altura média de 1,85m. Isso não foi apenas uma zebra; foi uma piada cósmica às custas das apostas de todos. E não foi um incidente isolado. Arizona, uma escolha popular para o Final Four, foi eliminada por Princeton. Virginia, outro cabeça de chave número 4, caiu para Furman. As potências tradicionais? Elas tiveram dificuldades. Kansas, os atuais campeões, não passaram do Sweet Sixteen, perdendo por 72-69 para Arkansas. Houston, um time que muitos pensavam ser imbatível, não conseguiu passar por Miami na mesma rodada, perdendo por 89-75. Parecia que toda noite trazia outra surpresa.
Os Detalhes
**A Ascensão dos Azarões (e Contendores que Não Eram)**
É o seguinte: enquanto os principais cabeças de chave implodiam, algumas equipes construíram silenciosamente algo especial. San Diego State, um cabeça de chave número 5, fez uma corrida surpreendente até o jogo do campeonato. Eles venceram Creighton por 57-56 no Elite Eight, e depois derrubaram Florida Atlantic por 72-71 em uma semifinal nacional que foi decidida no último segundo. FAU, um cabeça de chave número 9, vencendo Tennessee e Kansas State a caminho de Houston? Isso é coisa de lendas, não apenas uma boa história. A vitória por 79-76 sobre os Volunteers no Sweet Sixteen foi uma das performances mais eletrizantes do torneio.
E então houve UConn. Eles não eram uma Cinderela, claro, mas também não eram a força dominante que todos esperavam no início da temporada. Eles terminaram a temporada regular com 25-8, um bom recorde, mas não um que gritasse "campeão nacional". Mas, cara, eles se superaram quando importava. Eles não apenas venceram; eles dominaram. A menor margem de vitória em todo o torneio foi de 13 pontos, uma vitória por 70-57 sobre Arkansas no Sweet Sixteen. Eles esmagaram Gonzaga por 82-54 no Elite Eight. Mesmo no jogo do campeonato contra San Diego State, eles venceram por 17, 76-59. Não foi nem perto. Jordan Hawkins, Adama Sanogo, Andre Jackson Jr. – eles jogaram como homens possuídos.
Analisando
**A Lição Aprendida (ou Não)**
Então, o que tiramos de tudo isso? É que a paridade finalmente chegou ao basquete universitário? Ou é simplesmente que o talento de "um e pronto" às vezes não é suficiente quando você encontra um time veterano jogando com dinheiro da casa? Minha opinião ousada? Os dias de cabeças de chave número 1 verdadeiramente dominantes, de ponta a ponta, cortando as redes, acabaram em grande parte. O portal de transferências, NIL e a pura profundidade de talento em conferências de médio porte significam que esses principais cabeças de chave carregam um alvo mais pesado e menos margem para erros. Veremos mais caos, mais zebras e mais corridas inesperadas.
Minha previsão ousada: no próximo ano, pelo menos dois cabeças de chave número 1 ou número 2 não conseguirão passar do primeiro fim de semana do Torneio da NCAA.