Kings Superam Jazz em Jogo Eletrizante em Salt Lake City
Salt Lake City—O Delta Center estava vibrando, e por um bom motivo. O confronto de quarta-feira à noite entre o Sacramento Kings e o Utah Jazz entregou exatamente o que os fãs queriam: um jogo disputado, repleto de grandes arremessos e momentos ainda maiores. No final, foram os Kings que saíram com uma vitória suada por 127-124, elevando seu recorde para 10-6 nesta jovem temporada.
O Jazz, agora com 6-12, parecia um time diferente em alguns momentos, principalmente no terceiro quarto. Eles anularam uma desvantagem de nove pontos no intervalo, superando Sacramento por 37-26 no período, impulsionados por uma atuação espetacular de Lauri Markkanen. O ala finlandês terminou com 35 pontos em 12 de 23 arremessos, incluindo 5 de 10 da linha de três pontos. Ele também pegou 12 rebotes, registrando seu quinto duplo-duplo da temporada. Collin Sexton, que teve seus minutos flutuando, deu um impulso muito necessário vindo do banco com 22 pontos, acertando 8 de seus 12 arremessos de quadra.
Mas os Kings simplesmente tinham muito poder de fogo. De'Aaron Fox, como de costume, foi o catalisador. Ele cortou e driblou seu caminho para 37 pontos e 6 assistências, chegando repetidamente à cesta ou arremessando seu característico jumper de média distância. Fox arremessou com eficiência 15 de 25 da quadra. Domantas Sabonis dominou o garrafão, registrando um duplo-duplo monstruoso com 20 pontos e 14 rebotes, além de 8 assistências. Sacramento arremessou 52,8% do campo como equipe, um testemunho de seu ritmo ofensivo.
As falhas defensivas do Jazz foram evidentes em alguns momentos, especialmente na transição. Eles permitiram 60 pontos no garrafão, um número que tirará o sono de Will Hardy. Utah teve a chance de empatar no final, perdendo por três pontos com menos de dez segundos restantes, mas uma jogada bem elaborada após um tempo técnico não gerou um arremesso limpo, e a tentativa contestada de três pontos de Markkanen ficou curta quando a buzina soou. É um tema recorrente para este time do Jazz: lampejos de brilhantismo, seguidos por momentos que mostram sua inexperiência. Eles agora perderam quatro jogos seguidos e oito dos últimos nove.
A questão é a seguinte: embora o Jazz esteja claramente em reconstrução, eles são melhores do que o seu recorde sugere. Eles foram competitivos em quase todos os jogos, perdendo vários por pouco. O problema deles não é a falta de talento, é a falta de execução consistente e uma hierarquia clara quando os jogos ficam apertados. Walker Kessler, que terminou com 11 pontos e 7 rebotes, ainda parece um pouco perdido no ataque e precisa se impor mais. Keyonte George, o armador novato, teve uma noite tranquila com apenas 5 pontos, mas seu potencial é inegável.
Falando sério: os Kings são uma ameaça legítima na Conferência Oeste. Eles têm o poder estelar de Fox e Sabonis, e jogam com uma energia contagiante. Malik Monk, vindo do banco, contribuiu com 19 pontos e acertou alguns arremessos cruciais no quarto período. A profundidade deles é real. Para o Jazz, é hora de voltar à prancheta. Eles receberão o New Orleans Pelicans na sexta-feira, outro teste difícil.
Minha previsão ousada? O Jazz fará uma troca significativa antes do All-Star break, negociando um de seus veteranos para abraçar totalmente o movimento jovem.

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