Cade Cunningham: A Única Esperança dos Pistons, Ou Apenas Mais Um Mito?

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📅 19 de março de 2026⏱️ 4 min de leitura
Publicado em 2026-03-19 · Stephen A.: As aspirações dos Pistons não vão a lugar nenhum sem Cade Cunningham · Atualizado em 2026-03-24

Stephen A. Smith fez um discurso outro dia, como de costume. A essência? Sem Cade Cunningham, o Detroit Pistons não vai a lugar nenhum rapidamente. Suas "aspirações de campeonato" estão comprometidas, ele disse. E, veja bem, é difícil discutir com o sentimento. Os Pistons terminaram a temporada 2023-24 com um péssimo recorde de 14-68, o último lugar na NBA. Esse é um recorde de futilidade da franquia, quebrando a marca anterior de 16-66 estabelecida pela equipe de 1979-80. É ruim. Muito ruim.

A questão é que, mesmo com Cunningham em quadra, os Pistons não eram exatamente imbatíveis. Ele jogou 62 jogos nesta última temporada, com médias de 22,7 pontos e 7,5 assistências. São números sólidos para um armador de 22 anos. Mas o recorde da equipe nesses jogos? Ainda abismal. Eles tinham 12-50 quando Cade jogou. Isso significa que eles venceram apenas dois jogos sem ele. Dois. Então, embora Stephen A. não esteja errado ao dizer que Cunningham é o melhor jogador deles, implicar que sua *ausência* sozinha é o que está atrapalhando as esperanças de título parece um pouco… generoso para o estado atual das coisas. Detroit não vence uma série de playoffs desde 2008. Eles nem sequer chegam aos playoffs desde 2019, quando foram varridos pelo Milwaukee Bucks.

Contexto e História

**Cade é Realmente "Esse Cara?"**

Aqui está a verdadeira questão: Cade Cunningham é realmente o tipo de talento geracional em torno do qual se constrói um candidato ao campeonato? Ele foi a primeira escolha geral no draft de 2021, um armador de alto QI com bom porte físico. Ele teve um jogo de 43 pontos e 7 assistências contra o Chicago Bulls em março, e um quase triplo-duplo de 33 pontos, 10 assistências e 9 rebotes contra os Pacers em dezembro. Esses lampejos são tentadores. Mas a consistência tem sido um problema, em parte devido a lesões. Ele perdeu a maior parte de sua segunda temporada com uma lesão na canela, jogando apenas 12 jogos. Este ano, ele arremessou 44,9% do campo e 35,5% de três pontos, o que é aceitável, mas não exatamente uma eficiência de superestrela.

Os Pistons o cercaram com algumas peças interessantes. Jaden Ivey, a quinta escolha em 2022, é um armador dinâmico. Ausar Thompson, a quinta escolha em 2023, é um defensor de elite. Mas nenhum deles realmente se destacou como uma segunda estrela definitiva. E a diretoria, liderada pelo GM Troy Weaver, fez algumas jogadas questionáveis. A troca de Saddiq Bey, um arremessador capaz, para Atlanta em fevereiro de 2023 por James Wiseman, que não deu certo, levantou sobrancelhas. Dar a Monty Williams um contrato de seis anos e US$ 78 milhões no verão passado para um técnico que entregou 14 vitórias parece um erro de cálculo massivo. Eles acumularam escolhas de draft altas, mas não as transformaram em vitórias ou mesmo em basquete competitivo.

Situação Atual

Stephen A. está certo de que, sem Cunningham, os Pistons são um time da G-League. Mas mesmo *com* ele, eles ainda estão a anos-luz de sequer cheirar um campeonato. Eles precisam de mais do que apenas um bom jogador. Eles precisam de um plano coerente, uma construção de elenco melhor e, francamente, muita sorte. Minha opinião ousada? Cunningham eventualmente pedirá uma troca se os Pistons não mostrarem uma melhora significativa até o final de seu contrato de calouro. Ele é bom demais para desperdiçar seu auge em um time que parece perpetuamente preso na loteria.